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Município assegura programas de conservação da Biodiversidade

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Viana do Castelo beneficia de uma rede ecológica de âmbito Europeu a “Rede Natura 2000” que tem como objetivo contribuir para assegurar a biodiversidade, através da conservação dos biótopos e da fauna e da flora selvagens no território da União Europeia.
Sustentabilidade | 22 maio 2020

O município contribui para a Rede Natura 2000 com três sítios de elevado valor natural ambiental – Zonas Especiais de Conservação - paisagístico e de biodiversidade o Litoral Norte, O Rio Lima e a Serra D’Arga. A conjugação de elementos como o mar, rio e montanha proporcionam oportunidades de desenvolvimento humano, social e económico que cabe ao município saber interpretar e valorizar. Em Viana do Castelo estão também classificados 13 Monumentos Naturais Locais (Cemitério de Praias Antigas do Alcantilado de Montedor, Relíquias do Rheic das Pedras Ruivas, Gotas Magmáticas do Canto Marinho, Praia Eemiana da Ribeira de Anha, Falha das Ínsuas do Lima, Pavimentos Graníticos da Gatenha, Cascatas da Ferida Má, Turfeiras das Chãs de Arga, Planalto Granítico das Chãs de Sta Luzia, Cristas Quartzíticas do Campo Mineiro de Folgadoiro-Verdes, Cascatas do Poço Negro, Penedo Furado do Monte da Meadela e Dunas Trepadoras do Faro de Anha), sendo o único município do país com o inventário, caracterização e classificação do património natural - bio e geodiversidade - totalmente concluído.

Neste sentido e no âmbito da Estratégia Municipal para a Conservação da Natureza, são promovidas anualmente um conjunto de ações que proporcionam um maior conhecimento dos diversos ecossistemas do território de Viana do Castelo com especial foco na biodiversidade existente, formas de conservação e o papel nos cidadãos na sua preservação.

Desde 2018, que o Centro de Monitorização Interpretação Ambiental de Viana do Castelo possui uma plataforma on-line de BioRegisto, para registo de informação de observações da biodiversidade. Com um fim científico, mas destinado a todos os públicos, o BioRegisto permite a identificação de espécies de todo o território nacional. A plataforma regista neste momento, cerca de 700 observações submetidas e 250 espécies registadas. As espécies com mais observações até ao momento foram o Guarda-rios e o Pica-pau-malhado, ambas com 14 registos cada espécie. As aves são o grupo com mais registos até ao momento contando já com 308 observações, seguidas dos insetos com 122 observações e dos anfíbios com 39 observações. O objetivo desta plataforma é promover a divulgação do património biológico da região, mas também zelar pela sua conservação, através do conhecimento.

A monitorização das espécies na natureza é muito importante para avaliar as alterações e o estado de conservação dos habitats e dessa forma o CMIA iniciou em 2017, diversas contagens ao longo do ano de forma a submeter num Plano de Monitorização. Desde 2017, que o CMIA com uma periocidade mensal, realiza duas saídas de campo para a biomonitorização dos ecossistemas terrestres na Praia Norte (praia rochosa) e na Praia do Cabedelo (sistema dunar). No presente plano já foram efetuadas 1931 observações. Os principais tópicos desta biomonitorização focam-se nas espécies enquanto indicadores de qualidade ambiental e também na história de vida das populações nestes espaços.

Em 2018, O CMIA iniciou a monitorização anual de aves aquáticas na Veiga de S. Simão entre os meses de outubro a março, contando até ao momento com 444 registos. Coordenado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas no âmbito do Programa Nacional de Monitorização de Aves Aquáticas Invernantes, estes censos constituem um dos instrumentos mais utilizados para o estudo e monitorização das zonas húmidas.

No ano, seguinte o CMIA passou a fazer parte do Plano Europeu de Monitorização de Boboletas (eBMS - European Butterfly Monitoring Scheme no original) com o apoio do projeto ABLE – Avaliar BorboLetas na Europa e do Butterfly Conservation Europe. Esta monitorização consiste na contagem regular de borboletas diurnas em percursos fixos, ou transetos. De março a setembro estas ações são realizadas no Parque Ecológico Urbano de Viana do Castelo onde é possível gerar um significativo volume de dados e detetar tendências sobre o estado de conservação das borboletas e dos habitats. No ano de 2019 foi possível efetuar 113 registos.

Viana do Castelo conta desde 2017 com duas Estações de Biodiversidade, uma em Montedor e outra no Parque Ecológico Urbano. Estes espaços são percursos pedestres curtos, sinalizados no terreno através de 9 painéis informativos sobre as riquezas biológicas a observar pelos visitantes. Cada uma destas estação está localizada num local de elevada riqueza específica e paisagística, representativa dos habitats característicos da área. É dado particular destaque aos insetos e plantas, que são a base para a conservação dos ecossistemas terrestres. As Estações de Biodiversidade tiveram início num projeto do Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal financiado pelo EEA Grants.

Recorde-se que o Município tem em desenvolvimento uma linha estratégica que consiste na conservação da natureza – biodiversidade e geodiversidade – e na manutenção dos serviços prestados por estas duas dimensões. A Estratégia Municipal para a Conservação da Natureza constitui o principal eixo de desenvolvimento do município para a Agenda de Ambiente estabelecida para o Quadriénio 2017-2021. O ano 2020 foi declarado pelo Município de Viana do Castelo como Ano Municipal para a Literacia Científica.

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